Caminhoneiros rejeitam proposta de acordo do governo e mantêm paralisação no Vale do Paraíba

Caminhoneiros rejeitam proposta de acordo do governo e mantêm paralisação no Vale do Paraíba

Mesmo após o governo federal anunciar um acordo, os caminhoneiros mantêm o protesto em 12 pontos na Dutra e rodovias estaduais na manhã desta sexta-feira (25) no Vale do Paraíba. Os caminhoneiros na região afirmam que não aceitam a proposta de trégua e que a paralisação irá prosseguir.

Este é o 5º dia consecutivo da manifestação pela redução do preço do diesel. O protesto causa reflexos em diversos setores, serviços públicos, como transporte público e educação, e desabastecimento de combustíveis e alimentos. Na Ceagesp em São José, o movimento caiu e os preços dos alimentos dispararam.

Na noite desta quinta-feira (24) o governo anunciou a aprovação de um acordo para suspender a greve por 15 dias com os representantes da categoria. O acordo prevê, entre outros pontos, reduzir a zero a alíquota da Cide; manter a redução de 10% no valor do óleo diesel a preços na refinaria; assegurar a periodicidade mínima de 30 dias para reajustes; além de acordos com estados para redução do ICMS.

Combustível

A paralisação prejudicou a logística e a entrega de itens básicos foi suspensa na região. O protesto causou uma corrida aos postos e falta combustíveis em diversas cidades, como Cunha, Aparecida, Piquete, Queluz, Lavrinhas, Lagoinha, Lorena, Cruzeiro e São Sebastião.

Em Taubaté e São José dos Campos, por exemplo, muitos postos nem abriram nesta sexta-feira por falta de combustível. Onde há estoque de gasolina e álcool, motoristas passam horas nas filas para garantir o abastecimento.

Alimentos

A corrida aos supermercados com medo de desabastecimento levou redes a limitarem o número de itens por pessoa. Os alimentos em baixa são, principalmente, os de hortifruti e carnes. Em muitos supermercados, a cena de prateleiras vazias se repete.

Na Ceagesp em São José dos Campos, o movimento caiu e os preços dispararam. O preço do saco de 50 kg de batata, que é vendido normalmente a cerca de R$ 60, estava custando R$ 300 nesta sexta-feira.

Em Lagoinha, um produtor de leite distribuiu para a população quatro mil litros de leite depois que os caminhões não conseguiram fazer a entrega do produto.

Educação

As aulas foram suspensas Taubaté, Pindamonhangaba, Jacareí, Caçapava, Cachoeira Paulista, Cruzeiro e Lagoinha. De acordo com as prefeituras, a decisão é pela falta de combustível que, em muitas, levou a suspensão do transporte escolar, e pelo impacto do movimento nas linhas de ônibus.

Transporte público

A falta de combustível atingiu também o transporte público de várias cidades. Em São José dos Campos, Taubaté, Caçapava, Jacareí, São Sebastião, Pindamonhangaba, Campos do Jordão, Guaratinguetá, Lorena, Caraguatatuba, Ilhabela, Cruzeiro e Bragança Paulista tiveram a frota reduzida e os horários reformulados.

Rodovias

As manifestações na Dutra, principal eixo de ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro, acontecem em Jacareí, Caçapava, São José dos Campos, Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá e Lorena. Apenas em Lorena há interdição em uma das faixas, apesar disso não há lentidão no trecho.

Nas rodovias estaduais são qautro pontos de manifestação. Na Floriano Rodrigues Pinheiro, que leva a Campos do Jordão, há manifestação no km 10, em Tremembé; na Oswaldo cruz o ato acontece no km 11 em Taubaté; na Tamoios a ação é no km 67, em Caraguatauba e no km 54 da Rio-Santos em Ubatuba.

Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, apesar dos pontos de manifestação, não há interdição de faixa ou lentidão nos trechos.

 

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