Greve dos Correios

Greve dos Correios

Trabalhadores rejeitam proposta de reajuste de 2,21%, abaixo da inflação. 

Os trabalhadores dos Correios do Vale do Paraíba rejeitaram a proposta da empresa de 2,21% de reajuste, que corresponde a 60% do INPC da data-base da categoria, que é dia 1º de agosto.

O reajuste não cobre sequer as perdas da inflação do período que é de 3,68%. Em quatro assembleias realizadas em São José dos Campos, Taubate, Guaratinguetá e Caraguatatuba, trabalhadores dos Correios do Vale aprovaram o indicativo de greve a partir da zero hora do dia 8 de agosto.

Além da região, sindicatos de mais 25 Estados aprovaram a greve a partir das 22h de hoje, 7 de agosto. No vale, como não há expediente a partir das 22h, ficou definida paralisação a partir da zero hora.

Após anunciar lucro de R$ 667 milhões, em 2017, a direção dos Correios além de propor um índice de reajuste abaixo da inflação, também quer retirar direitos históricos da categoria, como corte do vale-alimentação em períodos de licença médica por acidente de trabalho; diminuição no pagamento de adicional noturno; aumento de jornada de trabalho aos sábados sem pagar hora extra; rebaixamento da gratificação de férias entre outros ataques.

O presidente do Sindicato dos Correios do Vale do Paraíba (Sintect-VP), Moisés Lima, dos Correios aponta que os trabalhadores da estatal têm sofrido com os inúmeros ataques da empresa, que se intensificaram nos últimos dois anos, sob a gestão política do PSD de Gilberto Kassab / Guilherme Campos/ Carlos Fortner, aliados de Michel Temer.

Os Correios também extinguiram cargos e estão contratando mão de obra terceirizada para não realizar novos concursos, além de fechar agências.

No ano passado, a ECT gastou quase R$ 1 bilhão na contratação de empresas de consultoria e dedicou outros milhões em patrocínios esportivos em modalidades pouco populares, mas que agraciavam amigos da direção política da empresa, como o squash e o rúgbi.

Os Correios realizam a entrega de 1,2 milhão de mercadorias por dia. A estatal já perdeu 20 mil funcionários nos últimos cinco anos. A queda foi de 125,4 mil empregados em 2013 para os atuais 106 mil – corte de 15,5%.

Segundo declarações da própria empresa, a meta é chegar em apenas 88 mil funcionários. Para o Vale todo, contamos com pouco mais de 1.200 trabalhadores. Mais da metade dos 106 mil funcionários é de carteiros, com salários médios de apenas R$ 1.600. Salário mais baixo entre funcionários concursados de estatais.

*Hoje, dia 7 de agosto, haverá assembleia em São José dos Campos, às 18h, para deflagração da greve. *

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