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Juro do cartão de crédito e do cheque especial sobe em março

Os juros médios cobrados pelas instituições financeiras no cheque especial e no cartão de crédito rotativo registraram alta em março, informou o Banco Central nesta quinta-feira (26).

  • A taxa média do cheque especial, de acordo com a instituição, passou de 324,1%, em fevereiro, para 324,7% ao ano em março.
  • Já o juro médio do cartão de crédito rotativo subiu de 332,4%, em fevereiro, para 334,5% ao ano em março.

O aumento das taxas cobradas nessas modalidades de crédito acontece em um cenário de redução da taxa básica da economia, a Selic, que hoje está na mínima histórica de 6,5% ao ano. A expectativa do mercado é de que a taxa recue novamente em meados de maio, para 6,25% ao ano.

No ano passado, o governo chegou a anunciar medidas para reduzir os juros do rotativo do cartão de crédito, que até caíram, mas continuam acima dos 300% ao ano. Já no início deste mês, a federação que representa os bancos no país anunciou novas regras para uso do cheque especial, mas elas só entram em vigor em julho.

A recomendação de economistas é que os clientes bancários não usem essas modalidades de crédito ou que as utilizem por um período de tempo muito limitado.

Juros bancários médios e inadimplência

Apesar do aumento dos juros bancários nas operações com cheque especial e cartão de crédito rotativo, os números do BC mostram que houve queda nos juros das instituições com recursos livres (sem contar BNDES, crédito rural e imobiliário) em março.

A taxa média total (pessoa física e jurídica) passou de 42,2% ao ano em fevereiro para 41,4% ao ano em março.

  • os juros nas operações com pessoas físicas caíram de 57,7%, em fevereiro, para 57,2% ao ano, em março;
  • a taxa cobrada das empresas recuou de 22,2% para 21,2% ao ano na mesma comparação.

O Banco Central também informou que houve queda da inadimplência nas operações com recursos livres, que passou de 5% em fevereiro para 4,8% em março. Se consideradas apenas pessoas físicas, a inadimplência recuou de 5,1% para 5%, entre fevereiro e março, e, no caso das empresas, passou de 4,8% para 4,4%, nesta comparação.

Spread bancário recua

Como os juros bancários médios recuaram em março, apesar da alta de algumas modalidades de crédito, o chamado “spread bancário” (diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e o que cobram de seus clientes) também caiu no mês passado.

No caso das operações com pessoas físicas, o “spread” recuou 0,2 ponto percentual em março, para 49 pontos. Mesmo assim, esse índice ainda é elevado quando comparado à média praticada pelos bancos em outros países.

O “spread” é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros. No ano passado, o lucro dos maiores bancos cresceu 14,6%.

 
 

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