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May diz que Reino Unido participou de ataque na Síria por interesse nacional e não devido a pressão de Trump

A decisão do Reino Unido de realizar ataques aéreos contra a Síria está relacionada com o interesse nacional do país, e não é resultado da pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, disse a primeira-ministra Theresa May ao Parlamento nesta segunda-feira (16).

“Não fizemos isso porque o presidente Trump nos pediu, nós fizemos isso porque acreditamos que era a coisa certa a se fazer, e não estamos sozinhos. Há amplo apoio internacional para a ação que fizemos”, disse.

Ainda nesta segunda, o Reino Unido acusou a Rússia e a Síria de não permitirem a entrada da missão da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) em Duma, cidade de Guta Oriental alvo de um suposto ataque com arma química do regime de Bashar Al-Assad. A Rússia nega que esteja impedindo.

“A Opaq chegou no sábado a Damasco. A Rússia e Síria não autorizaram ainda o acesso a Duma”, declarou no Twitter a embaixadora britânica em Haia (Holanda). O Kremlin afirma que a acusação carece de fundamento, segundo a France Presse.

Ataque e retaliação

O ataque em que o regime sírio teria utilizado armas químicas em Duma aconteceu em 7 de abril deixou 40 mortos e dezenas feridos. Em retaliação, EUA, França e Reino Unido lançaram 105 mísseis contra três alvos do programa de armamento químico na Síria na noite de sexta-feira (13) (horário de Brasília).

Os alvos atingidos pelo bombardeio dos EUA, França e Reino Unido foram o centro de Pesquisa e Desenvolvimento Barzah, nos arredores de Damasco, um armazém de armas químicas – em que os EUA acreditam que estavam estoques de gás sarin –, e uma base que também teria armas químicas, esses dois últimos em Homs.

Nesta segunda-feira, a Opaq deu início a uma reunião convocada em caráter de urgência, em Haia, sobre o suposto ataque químico de Duma. A reunião envolve o seu conselho executivo, que reúne 41 membros dos 192 países que integram a organização.

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