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PGR DENUNCIA JAIR BOLSONARO POR RACISMO, E EDUARDO BOLSONARO POR AMEAÇA

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (13), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) por racismo praticado contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs, que pode render pena de um a três anos de prisão e R$ 400 mil de ressarcimento por danos morais coletivos, contra o pré-candidato a presidente da República. A PGR ainda denunciou seu filho e colega de Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), por ameaça a uma jornalista, com pena prevista de um a seis meses de detenção, que pode ser convertida em medidas alternativas.

Para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, está evidenciado que Jair Bolsonaro praticou, induziu e incitou discriminação e preconceito contra comunidades quilombolas, inclusive comparando-os com animais, em palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em abril do ano passado. Dodge denuncia que, em pouco mais de uma hora de discurso, Bolsonaro usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais.

Durante o evento, o deputado também incitou a discriminação com relação aos estrangeiros, estimulou comportamentos xenofóbicos e discriminação contra imigrantes – o que é vedado pela Constituição e pela lei penal. A denúncia reúne ainda outros discursos de Jair Bolsonaro contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros.

Dodge avalia a conduta de Jair Bolsonaro como ilícita, inaceitável e severamente reprovável, com discurso que transcende o desrespeito aos direitos constitucionais dos grupos diretamente atingidos e viola os direitos de toda a sociedade. E ressalta que a Constituição garante a dignidade da pessoa, a igualdade de todos e veda expressamente qualquer forma de discriminação.

Após a PGR divulgar notícia sobre as denúncias, Jair Bolsonaro divulgou vídeo em seu perfil no Facebook em que aparece abraçando e sendo abraçados por pessoas negras, em uma praia. E ironiza: “Muito racismo e homofobia juntos… Chega do politicamente correto. Peço comentar e compartilhar”.

Eduardo Bolsonaro também usou o tom de ironia, ao publicar vídeo do pai em que critica comunidades quilombolas que teriam negros escravizando negros, no Brasil, e escrever: “Esse é o maior racista do Brasil. Confie numa mídia que quer transformar seus filhos em presas para pedófilos e que idolatra traficantes (ex: Bibi Perigosa), a escolha é sua”.

MULHER COMO ALVO

 
 

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